Mariana P.O.V
Quem ele pensa que é pra falar comigo daquela maneira ? Ele acha que eu não sei que ele é um criminoso, haha, ele está enganado apesar de ninguém ter me contado eu descobri. Tudo bem, tudo bem eu tentei manter a calma e agir como se nada estivesse acontecido mas eu não resisti eu queria jogar tudo na cara dele e dizer o quão ele me fez sofrer, queria descarrega tudo o que eu havia passado, sentido, sofrido depois que ele foi embora mas do que adiantaria ? Se hoje eu sou uma pessoa com uma boa condição, mãe de um filho maravilhoso, tenho minha casa, meu emprego, a resposta certa é que de nada adiantaria, então eu só fiz ignorá-lo mas não adiantou, ele é tão falso, argh ! Conversando comigo como se fôssemos amigos, há ele está completamente enganado, ele não sabe com quem ele cuspiu todas aquelas palavras na cara. Agora ele vai se ver comigo.
Desci as escadas calmamente, fui até a cozinha e tirei os cupcakes de lá de dentro, Jason me fez prometer para ele que eu faria e então eu fiz, promessa é dívida né. Coloquei os mesmos em uma vasilha que mais me parecia uma cesta, depois fui lavar todos os pratos que eu havia sujado, senti alguém me abraçar por trás e quando olhei era Jason sorrindo e com a boca suja de chocolate.
Mariana: Ei filho, quem te deu chocolate ?- não contive meus risos, ele estava todo sujo.
Jason: Papai quem deu mamãe. Ele disse que vai dormir comigo hoje, você também vai ?
Mariana: Querido, outro dia você dorme comigo tá bem ? Hoje você pode dormir com seu pai, mas sem mim.
Jason: Aonde você vai dormir então mamãe ? Se não comigo no nosso quarto, casais não dormem juntos ? O vovô e a vovó são casados e dormem juntos.
Justin: O seu pai e a sua mãe não somos um casal.- me doeu ouvir aquilo, eu gostaria de conversar com Jason sobre isso, do modo certo, que ele entendesse isso de uma forma positiva.
Jason: Não ?-seus olhos me olharam com dúvida, lavei minhas mãos e as sequei, depois peguei-o no colo e o sentei um cima da mesa, Justin se aproximou.
Mariana: Não querido, não somos.
Jason: Eu quero vocês como meus pais casados.-abaixei minha cabeça contendo-me para não cair em lágrimas, na frente do meu filho.
Justin: Ei cara, eu sempre foi ser seu pai nunca vou te deixar. Eu e sua mãe não somos juntos, mas nunca vamos deixar de te acompanhar.
Jason: Pais que não são casados não dormem na mesma casa.-ele abaixou a cabeça.
Justin: Não.
Jason: Então com quem eu vou morar ?
Mariana: Comigo filho.
Justin: Mas pode ficar comigo quando quiser.- somos bem maduros, sabemos os nossos direitos como pais judicialmente .
Me afastei e continuei a lavar aquela louça, sorte que eu estava de costas e Jason não poderia ver eu chorar enquanto me lembrava das coisas que passei sozinha. Jason não parava de questionar e dizer que queria que fôssemos um casal, me arrependo de ter dito que Jason é filho dele, mas como negar ? Olha para o Justin e para Jason, são a mesma coisa, eu gostaria de ser uma mãe e ter ao meu lado Justin como meu pai, mas o tempo em que eu gostaria de tê-lo ele me abandonou e isso eu jamais vou me esquecer, jamais.
Pattie, chamou Jason para contar história para ele e para as outras crianças mas seus pais e os pais de Jeremy, pai de Justin. Peguei um pouco da água da torneira e molhei meu rosto, guardei toda a louça e quando olhei para trás, Justin estava sentado a mesa me olhando assistindo a cada passo meu. Eu vou tentar ser forte o máximo que puder na frente dele, eu sempre fui forte, por que agora dei pra chorar feito uma adolescente que sofre uma desilusão.
Continuei fazendo o que eu tinha que fazer, organizei as coisas na cozinha e Justin continuava ali, me olhando, esperando que eu falasse com ele ou que eu desse pelo menos uma crise para que ele possa falar mais coisas na minha cara, mas no momento, eu só queria ficar quieta e calada. Depois que eu arrumei tudo ali, lavei minhas mãos e fui saindo com a cesta de capcakes, quando ele pegou na minha mãe calmamente, sem nenhum estresse e isso me surpreendeu, mas eu voltei olhando fixamente para ele, ele continuou me olhando eu estava em pé parada de frente para ele que estava sentado vestindo uma blusa presta e um short cinza com chinelos de pernas abertas, imagine a cena.
Justin: Temos que conversar sobre o nosso filho, você pode pelo menos agir como uma mulher de 22 anos quando se trata dele ?
Mariana: Eu não ajo como uma adolescente, você é que é acostumado a ser temido por todos. Mas quando se trata do meu filho eu faço qualquer coisa, até conversar com você.
Justin: Senta aí então.
Mariana: Se você puder me soltar.-ele continuava segurando minha mão, soltou-a lentamente sem graça, foi engraçado. Me sentei na mesa, cruzando minhas pernas.
Justin: Quero ver o Jason quando eu quiser e não quero que você me impeça de vê-lo senão eu vou ter que apelar para a justiça e você sabe muito bem que nenhum de nós queremos isso. Férias quero passar com ele também e quando ele quiser me ver ou precisar de qualquer coisa você pode me ligar, meu número depois eu te passo, vou manter contato sempre pois sei que você não vai me pedir nada mesmo. Eu sei que cometi meus erros e que sou um cafajeste, sei que eu sou sim, pode ter certeza que sou homem e assumo meus erros, agora eu tô aqui e eu quero fazer parte de vida do meu filho e aproveitar o tempo perdido, ser um pai que nunca tive presente na minha vida. Ele precisa de uma mãe e de um pai presente na vida dele, você faz seu papel muito bem, sabe disso mas eu tô aqui, eu quero e eu posso então esse é meu acordo, se você não concordar vamos pra justiça sem problema algum.
Mariana: Você quer ir pra justiça sendo um procurado ?-sorri- Não precisa disso Justin seus direitos de pai são seus direitos, meus problemas com você não envolvem meu filho.
Justin: Nosso -ele disse em um tom autoritário, gosto de homens assim- que eu saiba, você não fez amor consigo mesma.-corei de vergonha, ele riu.
Justin: Calma, não precisa ter vergonha.
Mariana: Nosso filho.
Justin: Assim que eu gosto. Agora vamos, temos que ir pra fogueira.
Mariana: Vamos.
Fomos caminhando lentamente até a fogueira, não fica tão perto da casa quanto parece,tínhamos que entrar na mata para acharmos. Justin estava atrás com seus três amigos que são bem legais, Ryan, Chaz e Chris mas eu não estava afim de conversar muito e nem mostrar que estava sendo atirada demais.
Justin P.O.V
Mariana sempre me surpreendendo, conversei com ela sobre nosso filho e ela compreendeu todos os meu objetivos para a criação dele, ainda bem, pensei que seria uma luta para ela me deixar ao menos ver o garoto, porra, meu filho é muito lindo mano, muito carinhoso e meigo ao mesmo tempo tem as mesmas palhaçadas que eu e é educado, Mariana o criou muito bem. Todas as vezes que eu conversava com minha mãe ela nunca havia me dito que Mariana ainda convivia com nossa família, mas acho que ela sabia das consequências se eu soubesse antes e também, uma hora tudo de esclarece, uma hora tudo acontece.
Fomos andando e eu a apresentei a meus amigos, Mariana estava longe, pensativa e eu não poderia fazer nada, não vou ficar no pé dela insistindo feito um trouxa porque isso eu não sou e nunca fui, não vou ficar demonstrando nenhum sentimento porque eu nem sei o que sinto por ela pra falar a verdade, no momento o que eu pretendo com ela é apenas conversar por uma coisa a qual eu considero importante, Jason. Não sinto que sou o homem para a vida dela e também depois de tudo que eu fiz pra ela o que mais ela irá querer comigo, nem eu sei se quero me envolver de novo.
Chaz: Mano num acredito que esse aí é a mãe do seu filho.
Justin: Por que ?
Ryan: Parece uma garota de 18 anos, ela é linda.
Justin: É, ela é bonita mesmo.
Chris: E gostosa, é tudo natural será ?
Justin: Respeita cara, mãe do meu filho, desgraçado.-senti uma raiva dele falando dela como se ela fosse carne, como se já tivesse provado dela. Filho da puta!
Chris: Qual é, num é sua mulher mesmo então eu falo.
Justin: Eu te dou uns tiro e ranco seu pinto fora.-os meninos riram e eu também.
Chaz: Alguém ficou com ciúmes.
Ryan: Olha só o Solto com ciúmes de uma mulher, essa Mariana deve ser boa mesmo viu.- todos que me conhecem me chamam de Solto, o por quê você já pode imaginar.
Justin: Porra mano, ela é mãe de algo valioso pra mim um filho é a melhor coisa que um cara pode ter, ela criou ele ta ligado, ele é um menino bom então eu não tenho nada a reclamar dela e quero o mesmo de vocês entenderam ?
Eles: Sim.
Chaz: É , ce tá certo. Tem que respeitar mesmo.
Justin: Sei disso.
Chris: Foi mal aí mano é só brincadeira.
Ryan: Se eu fosse você eu ia pro ataque.
Justin: Eu não quero nada com ela.-eles me olharam assustados.
Eles: O QUE ?
Justin: Ela merece um cara melhor.
Chegamos e já estavam todos lá, as crianças voaram na cesta de capcakes que Mariana levava em mãos e os atacaram, mas deu pra todo mundo, estavam uma delícia aquilo, ela tem mãos de fada. Eu estava tranquilo ali com minha família em volta da fogueira, nossa quanta gente, eu não via todos há 6 anos está como quando eu era mais novo e vim para cá com Mariana foi excelente aquela noite, fizemos amor loucamente até o dia amanhecer, depois andamos por toda a mata, tomamos banho de cachoeira e fizemos um piquenique, voltamos para casa quase anoitecendo e fomos jantar todos juntos, era natal e comemoramos todos felizes eu nem sabia o que estava por vir. Momentos bons sempre me fazer uma pessoa calma, com minha família eu jamais farei algo para magoá-los muito menos deixarei eles envolvidos do meu mundo do crime.
Eram exatas 22:30 e meus avós começaram a contar suas histórias, eu adorava ouvi-las mas nem prestei atenção neles, olhava atentamente Jason sentado no colo da mãe dele acariciando seu rosto e roçando seu nariz no dela, eles pareciam um casal e eles eram, um casal de mãe e filho. Meu coração doeu ao ver aquela cena, eu poderia estar lá com eles, mas não posso, é injusto fazer isso com ela, ela já sofreu demais por mim.




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